sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

miss alison



o post anterior começou numa fotografia de um powerpoint, este começa num comentário de facebook (onde vou muitas vezes, actualmente, veiculozito cheio de potencialidade).

o escrito comentário valorizava as capacidades vocais de determinada intérprete (alison, que realmente as tem), em comparação com o pacote geral de determinado grupo musical (goldfrapp, para ser exacto, aqui no registo que lhes prefiro). antes de entrar no assunto disto, gosto realmente deles, são bons. só não são lhasa bons, billie holiday bons, manu chao bons, sérgio godinho bons ou charles mingus bons, se me faço entender.

miss alison está aqui para ilustrar um aspecto particular (como poderia estar lisa ekdahl ou sara tavares ou nat king cole (com quem estou a ser injusto, reconheço, mas é opinião minha)): a beleza da voz sobrepor-se à qualidade da música.

olhando (ouvindo, aliás) isto como princípio, a beleza vocal é algo semelhante à beleza física: gosta-se, aprecia-se, devora-se com o olhar (aliás, o ouvido), permitimos que nos afecte os sentidos e divertimo-nos com isso, mas.....

não atinge (de per si) fundo na alma, e por isso é secundária.

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